sexta-feira, 3 de agosto de 2012

OS MAIS VOTADOS: Pesquisa aponta preferência do eleitorado pelos candidatos a vereador em São Luís

Divulgada a primeira pesquisa que aponta as intenções de voto dos eleitores aos candidatos a vereador em São Luís.

O instituto DataM3 divulgou na semana passada a pesquisa que ouviu 846 pessoas entre os dias 20 e 22 deste mês. Neste primeiro momento, foram elencados 97 candidatos que receberam o maior percentual das intenções de voto do eleitorado ludovicense. A pesquisa está registrada no TRE-MA sob o protocolo n° MA-00052/2012.

Neste ano, São Luís terá 31 representantes eleitos para a Câmara Municipal, dez a mais do que nas últimas eleições. Isto porque a capital, de acordo com o último censo do IBGE, registrou mais de um milhão de habitantes, aumentando assim a quantidade de vagas para vereadores.

Acompanhe os 97 mais votados:


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

RATOS COMEM FILÉ EM BOM JARDIM - MA

Vejam no vídeo abaixo este absurdo que acontece na cidade de Bom Jardim, Maranhão.

Como fica o posicionamento das autoridades?

Um verdadeiro ABSURDO.

Como sempre que padece é a população.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os "narizes-pintados"



Os "narizes-pintados"

DESABAFO DE UMA ALUNA EXTRAÍDO DO FACEBOOK

por Roberta Belfort, quarta, 21 de Dezembro de 2011 às 22:22

Sim. Saímos da era dos "caras-pintadas" e, infelizmente, em vez de progresso tivemos retrocesso.

A forma de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio, mais uma vez nos mostrou que "narizes-pintados" deveria ser a melhor nomenclatura para os estudantes brasileiros, tendo em vista o papel de palhaço estampado nas notas atribuídas.

O exame e seu critério de avaliação, que visam garantir a isonomia do processo, acabam não alcançando tal proposta, tendo em vista a falta de transparência em conjunto com o não esclarecimento do TRI (Teoria de Resposta ao Item). Este, estipula um nivelamento nas questões em detrimento do seu "grau de dificuldade", em que não é exposto com clareza o peso de cada uma, causando estranhamento, dúvidas e descrença ao candidato.

O MEC e sua proposta de universalização e democratização do acesso ao nível superior, não só mostra a falta de competência na produção e aplicação das provas, como também no critério avaliativo das questões e da redação. Em todos os anos de ocorrência do exame houve falhas. Vazamentos de gabaritos, de provas, constantes ameaças de anulação, questões pré-testes repetidas, provas reaplicadas a uma classe restrita etc.

Como confiar em algo tão instável?
Como entender que a educação brasileira se resume ao desrespeito para com os estudantes?
Cruzar os braços e aceitar tudo isso?
Vale mesmo a pena levar esse exame tão a sério?

Você estuda o ano todo, pois entende que tal prova é essencial a sua entrada numa instituição de qualidade, e se depara com uma correção que não faz jus ao constatado anteriormente pelo gabarito apresentado.
Seria a Teoria de Resposta ao Item atribuindo valores impossíveis?

Na matemática de muitos, é essa a explicação a ser dada. Houve casos de redações zeradas. Sabemos dos critérios existentes para que isso ocorra, mas por que não podemos pedir o esclarecimento ou revisão de correção? Por que não podemos sequer verificar nossas falhas?
Qual o meio de comunicação disponibilizado? Quem procurar? Um juíz? Um professor? Um filósofo? Um pai de santo? Ou o dono do circo?

Francamente, uma prova que representa tanto para a juventude brasileira é tratada com total descaso e despreparo por políticos, a ponto de nós, enquanto sociedade civil, não acreditarmos mais neste processo seletivo. O que pedimos é justiça, o que reinvidicarmos é nosso direito, o que queremos é seriedade, queremos espaço, queremos ser levados a sério enquanto pessoas que estudam com um propósito de vida.

"Mudar" é o verbo que falta na gramática brasileira, "agir" é a melhor terceira conjugação existente para que revertamos o quadro.

Queremos um ENEM que tire o vermelho do nariz de palhaço e o coloque nas mãos de um aplauso forte. Não é pedir demais.

Roberta Belfort.
Estudante

domingo, 18 de dezembro de 2011

Família Sarney agora investe em terras com gás



Rodrigo Rangel - O Estadao de S.Paulo

Dona de um patrimônio estimado em mais de R$ 250 milhões, boa parte na forma de imóveis e emissoras de rádio e televisão, a família Sarney abriu uma nova fronteira de negócios. Investe agora em terrenos situados em regiões do Maranhão onde há perspectiva de exploração de petróleo e gás natural. Os investimentos mais recentes se concentram em Santo Amaro, município localizado a 243 quilômetros de São Luís, na região dos Lençóis Maranhenses.
As áreas estão registradas em nome da Adpart Administração Ltda, empresa aberta em dezembro de 2007 e que tem como sócios o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma das netas dele, Ana Clara, filha do empresário Fernando Sarney. A Adpart "funciona" na casa de José Sarney, na Península dos Ministros, Lago Sul de Brasília.
O caso das terras de Santo Amaro desperta atenção pela polêmica que envolve as propriedades. Trata-se de um imbróglio que já foi parar até em delegacia de polícia. O problema é que as mesmas faixas de terra foram vendidas mais de uma vez - por pessoas diferentes e a compradores diferentes. Resultado disso: para um mesmo terreno, há mais de uma escritura e o nome do presidente do Senado está no centro da briga. Os vários "donos" das terras se acusam mutuamente de fraudar documentos. A disputa ocorre exatamente no pedaço de terra onde estariam localizadas promissoras reservas de gás natural.
A escritura em poder da família Sarney data de 2004. Pelo documento, o terreno foi comprado pelo próprio senador, representado na ocasião por procuração concedida a um de seus irmãos, Ronald Sarney. Mais recentemente, José Sarney decidiu transferir a propriedade para a Adpart, a empresa sediada em sua casa de Brasília - a mesma casa, no valor de R$ 4 milhões, que o senador deixou de declarar à Justiça Eleitoral em duas eleições consecutivas, como revelou o Estado.
O pobre município de Santo Amaro passou a ser alvo de especulação imobiliária nos últimos cinco anos, justamente por conta do prometido eldorado do gás. Os terrenos objeto do litígio em que Sarney está envolvido são contíguos à chamada "área de acumulação marginal de petróleo e gás de Espigão", leiloada em 2006 pela ANP, a Agência Nacional de Petróleo. No leilão, o campo esteve entre os mais disputados. A estimativa, à época, era de que ali haveria mais de 280 milhões de metros cúbicos de gás, algo que pode render dinheiro não apenas para as empresas que vão explorar o campo, mas também para os donos das terras - daí a razão da briga.
A assessoria do senador disse ao Estado que ele "comprou legalmente os terrenos" em Santo Amaro. "Ele desconhece que exista duplicidade. E, se existir, é má-fé, a ser resolvida na Justiça", afirmou em resposta dada por escrito.
Os terrenos na região dos Lençóis são uma pequena amostra do patrimônio dos Sarney. O senador não nasceu rico. Quando presidente da República, em discurso em São Luís, ele se emocionou ao lembrar da origem humilde: o pai teve de vender uma máquina de datilografar para mandá-lo estudar na capital. Há mais de 40 anos no comando da política maranhense, foi o senador quem fez a fortuna da família. O principal negócio veio da própria política: as concessões de TV e rádio que fazem dos Sarney os proprietários de um pequeno império de comunicação, o maior do Maranhão.
A Rede Mirante, afiliada da Rede Globo, possui geradoras e repetidoras espalhadas por todo o Estado. As rádios da família também se disseminam pelo Maranhão. O conglomerado de mídia dos Sarney inclui ainda o maior jornal local. Estima-se que só o valor de mercado dessas empresas ultrapasse os R$ 200 milhões. A família também possui uma vasta carteira imobiliária. São casas, terrenos, apartamentos e áreas rurais que se espalham pelo Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Brasília.
BENS
Curiosamente, essa fortuna passa longe das declarações de bens do patriarca, José Sarney (leia abaixo). Embora seja o grande responsável por construí-la, o senador faz questão de deixar a maior parte do patrimônio em nome dos filhos. Em suas declarações, não há referência a uma ação sequer das empresas de comunicação, por exemplo. A ilha de Curupu e a casa colonial que Sarney construiu num dos pontos mais valorizados da orla de São Luís também estão fora de suas listas de bens. O expediente é sempre o mesmo: Sarney repassa os ativos aos filhos por meio de doações. Um exemplo ilustrativo é o da ilha de Curupu.
A ilha foi uma herança da família de Marly, mulher do presidente do Senado. Foi, na origem, uma doação a frei Francisco Mata Borges, no século 18. Tem 16 quilômetros quadrados. Está num pedaço espetacular do litoral do Maranhão, onde é possível chegar apenas de barco ou helicóptero. Durante anos, era uma propriedade quase intocada. Depois que Sarney assumiu a Presidência da República, em 1985, a família resolveu erguer ali seu refúgio particular.
Em Curupu, onde Sarney foi descansar assim que começou o recesso parlamentar, há três casas. São interligadas por passarelas suspensas que servem a quem quer ir de uma casa à outra nos horários de maré cheia. Uma das casas foi construída pela filha de Sarney, Roseana, e pelo marido, Jorge Murad, há menos de dez anos - tem 12 quartos e estrutura de madeira de lei. Possui um atracadouro, construído no fim de um canal dragado especialmente para permitir que as embarcações da família possam se aproximar.
DE CIMA

Só é possível ter uma ideia da estrutura construída pelos Sarney olhando a ilha de cima. Os moradores dos povoados perto de Curupu não fazem ideia do que tem por lá. A mata em volta das casas não permite ver a área privativa. "Eles não deixam andar por lá, não. Eu nem sei como é lá dentro", diz Aldeniron Rodrigues Santos, 41 anos, que toma conta de uma casa de veraneio do outro lado da baía e costuma pescar nas proximidades de Curupu. "Só vejo o movimento de barcos quando tem alguém dos Sarney lá", conta.


terça-feira, 29 de novembro de 2011

PRIMAVERA MARANHENSE #ForaRoseanaSarney


O primeiro ato do movimento denominado ‘Primavera Maranhense’ ficará para a história do Maranhão. Num vibrante e emocionante protesto, estudantes, jovens, líderes sindicais e membros de movimentos sociais realizaram, na tarde desta terça-feira (29), um grande ato na Assembleia Legislativa pedindo a saída de Roseana Sarney do comando do governo do Estado.
Depois de se concentraram na entrada da Assembleia, por volta das 16h uma multidão de pessoas seguiram em caminhada proferindo gritos de ordem como “Ôh Roseana pode tremer, os maranhenses vão desempregar você”, “Sarney, ladrão, devolve o Maranhão” e subiram a rampa até chegarem na frente das dependências da Casa. Lá, foram recebidos com muita festa por policiais e bombeiros em greve que abriram um corredor para recebê-los.
De caras pintadas, vestindo camisas e empunhando faixas, cartazes e bandeiras onde se lia explicitamente “Fora Roseana”, juventude e militares entoaram palavras de ordem contra o domínio da família Sarney no Maranhão e pediram o impeachment de Roseana Sarney. Na oportunidade foi lido um manifesto ao povo do Maranhão e cantado o hino nacional.
Com discursos inflamados, todos foram unânimes em exigir a renúncia da governadora do cargo, em razão da administração caótica e inoperante da filha do senador José Sarney. “Roseana que comece a fazer seu currículo porque nós vamos demitir ela do governo”, afirmou um manifestante. “Por estar vendo policiais de mais aqui nem sei pra quem eu peço para que faça a prisão de Roseana”, asseverou outro, mais exaltado. Uma militante de esquerda disse que com o surgimento da ‘Primavera Maranhense’ era hora de mandar a família Sarney para a “p… que p….”. Ao final, num clima de muita união todos se confraternizaram.
Veja abaixo algumas fotos do movimento, registradas por Sáride Maíta.