quarta-feira, 13 de março de 2013

POLÍTICA RASTEIRA - Como detonar um ex-gestor.


Este é o método estratégico “rasteiro” utilizado para detonar um EX-GESTOR.

Este modelo não tem 100% de eficácia, principalmente nos casos de votos consolidados por parte do gestor anterior.
 
Não sabemos afirmar por quanto tempo, utilizando este tipo de artifício, conseguirá uma GESTÃO ir embromando o povo sem atuar.
 
Segue abaixo, protótipo para os releases que podem ser divulgados na imprensa.

Prezados (colocar aqui a naturalidade do povo),
 
Apesar do ex-prefeito (citar o nome dele aqui) na administração passada nos deixar um rombo de R$ ..............(coloque aqui um valor bem grande. Ninguém vai conferir mesmo) estamos trabalhando muito para sanar todos os problemas.
 
Encontramos vários problemas no...... (coloque o nome do órgão/secretaria) como:
(Aqui faça um parágrafo com no mínimo 5 problemas que encontrou na sua pasta, não esqueça de deixar bem trágico, se não encontrar problemas, invente. Use a imaginação).
 
Mas estamos trabalhando arduamente para resolver todos eles.

Para finalizar escolha frases combinando as colunas de 1 a 4 para criar impacto, sistematizar, e padronizar a comunicação geral.
 
Por exemplo:
(coluna 1) É fundamental ressaltar que / (coluna 2) a expansão de nossa atividade / (coluna 3) auxilia a preparação e a estruturação / (coluna 4) das nossas metas financeiras e administrativas.
 

IMPORTANTE:
E sempre, sempre, negue qualquer informação que prejudique a gestão atual, e lembre-seque a causa de tudo foi da administração anterior.

terça-feira, 12 de março de 2013

Flávio Dino ainda não morreu politicamente, mas não faltam viúvas na oposição autoritária.



Não beira o ridículo porque se trata de um penamento de origem autoritária, a ideia de que no Maranhão as oposições devam navegar sem as ondas da critica.

 Assim pregavam também os comunistas brasileiros, que tinham como reacionárias as críticas ao totalitarismo que reinava com mão de ferro na então União Soviética. Ou como ainda fazem os fascistas que idolatram o sistema hereditário que governa Cuba com mão não menos de ferro.
 
As esquerdas exigem cúmplices, não aliados, afinal, aliados têm o direito de criticar em qualquer democracia que mereça esse nome.
 
Mas, o que causou a ira dos puxa-sacos e dos analfabetos funcionais? Bem, uma conversa informal, na qual uma ex-integrante do PPS tocou na onça com vara curta: a oposição maranhense não tem projeto para o Estado.
 
Houve – acreditem, é verdade! – quem considerasse a cobrança uma maldade, afinal o grupo que se encontra no poder também não o tem.
 
Uma pérola, não? E aí está dito tudo: o negócio é chegar ao poder.
 
Essa conversa de projeto só atrapalha. Não disse que o pensamento dessa gente tem origem no autoritarismo?
 
Acontece, que estamos (pelo menos ainda) numa democracia. A não ser que alguém queira ganhar o poder com porretes, facas e tiros, não há necessidade de apresentar ao eleitor um projeto para o Maranhão.
 
O que também já diz muito: essa turma quer passar a usar o bigode do Sarney, se é que me faço entender.
 
Outra marca do autoritarismo dessa gente: quem não estiver com Flávio Dino (PCdoB), e dou nome aos bois porque todos os que se manifestaram citaram o nome do comunista, está com o Sarney.
 
É a tática de quem tenta encurralar adversários políticos. É o jogo de quem só se sente satisfeito com a interdição do discurso de quem não o acompanha como vaca de presépio.
 
Não acredito que tal gente tenha algo melhor a oferecer aos maranhenses.
 
Práticas políticas condenáveis levam a governos igualmente reprováveis. Como vocês sabem, não sou adepto de que os fins justificam os meios.
 
O engraçado é que essa gente se autodenomina porta-voz do povo.
 
É mesmo? Que bacana.
 
Vamos ver se eles entendem mesmo de povo.
 
Um dos defensores de Dino disse que só há um projeto para o Maranhão, e que os mais pobres sabem disso. Sabem?

Como, então, desde que o Brasil retornou à democracia e pôde eleger, por exemplo, seus senadores e governadores, os mais pobres vêm optando por eleger quem se encontra no poder no Maranhão?

Bem, seguindo esse raciocínio torto o povo mais pobre sabe o que faz, não é mesmo?
 
Outra bobagem com fumos de intelectualidade (mas, na verdade, coisa de intelectualoide) é esta: a nossa pobreza é fruto da falta de alternância de poder.
 
Eu sou a favor da alternância de poder, já que sou um democrata, mas não me custa desmistificar essa tolice. Quer dizer que ditaduras não conseguem atingir bons índices sociais?
 
Em Cuba há desde 59 uma ditadura virulenta, comandada por uma única família, a dos Castro, quer dizer que por lá não houve avanço algum em determinados índices sociais?
 
O agora múmia Hugo Chávez esteve no poder por 14 anos e tinha projeto para nunca mais largar o osso, isso quer dizer que na Venezuela não foram obtidos bons índices sociais em determinadas áreas?
 
Tragamos a confusão intelectual dessa gente para o Brasil.
 
O PT vai para 11 anos no poder e, conforme tudo indica, a não ser que o maquinista perca o controle, deverá ir para 16 anos. Isso é bom ou ruim?
 
É ruim porque o PT não é um partido de gente virtuosa quando o assunto é dinheiro público ou a manutenção das instituições democráticas. Mesmo com tudo isso, a população brasileira vota no PT.
 
Devemos negar ou desqualificar a democracia brasileira? Jamais, devemos, isso, sim, fortalecê-la sempre e mais, inclusive para afastar o PT do poder.
 
O PSDB deve ter já uns 20 anos no comando do governo de São Paulo. E se a população achar que, democraticamente, deve manter o partido no poder? Bem, não serei eu a jogar pedra.
 
A questão, é sempre bom esclarecer quando o intelectualismo caboclo está no meio da discussão, é que todo partido político existe para lutar e conseguir o poder, ou não é partido político.

Basta seguir as regras da democracia. 

E, ao chegar no poder, não traí-las. Agora, quem defende que os fins justificam os meios não tem como falar em mudança, e, se falar, não tenham dúvidas, vai fazer igual, ou mesmo pior, aos que combatia. Não falha. É batata.
 
Bom, deixemos a conversa fiada dos puxa-sacos e as teorias tortas dos analfabetos funcionais e perguntemos: quem diz querer um Maranhão diferente e fala em mudanças ganhou de quem o direito de ter as mesmas práticas de quem vive a condenar?
 
De Deus? É um ungido?
 
Sim, só pode ser, afinal tem de ser considerado, conforme o pensamento não-sofisticado da turma, um intocável.
 
Para desgraça e tristeza dos autoritários, a democracia desconhece ungidos.
 
E quem entra para a chamada vida pública está sujeito às regras da vida pública.
 
Agora vejam bem, como posso acreditar na bondade quase religiosa desses salvadores da Pátria, se eles não aceitam um dos itens fundamentais da democracia que é o direito à crítica?
 
Uma coisa é certa: eles podem emparedar gente do miolo mole.
 
A mim, jamais. Eu continuo seguro de minha frase: ser ou passar por anti-sarneísta não é atestado de bons antecedentes.

quarta-feira, 6 de março de 2013

DESABAFO DE DOMINGO SE TRANSFORMA EM DEBATE DA SEMANA


Por Miosótis Lúcio
Domingo último, dia três de março, numa conversa despretensiosa com o professor e blogueiro Caio Hostilio, comentamos sobre alguns aspectos da política.

O nosso diálogo se deu no facebook e, como é próprio do ambiente virtual, conversamos de forma coloquial; mais pontuando pensamentos que esclarecendo opiniões.

Minhas colocações se deram não num contínuo de pensamento, mas intercaladas pela fala de meu interlocutor.

Para minha surpresa, este bate-papo inspirou uma publicação do Caio Hostílio, postada na segunda-feira.

O que tratamos de forma particular foi trazido a público.

Basta uma leitura rápida no conteúdo para perceber o tom de desencanto, decepção e tristeza que utilizo em minhas intervenções, ao me referir ao ambiente e práticas políticas.
Era um desabafo.
 
Em momento algum cito nomes de pessoas; nenhuma referência foi feita quanto a grupos políticos ou pleito eleitoral específico.
 
Meu desencanto é mais amplo: é com as práticas políticas.
 
Inegáveis são os indicadores sociais e financeiros que denunciam graves equívocos no atual modelo de administração adotado no Maranhão; que, comprovadamente, não resolve os problemas existentes – ao contrário, os tem perpetuado.

É urgente a necessidade de implementar  um modelo de Gestão Pública que enfrente essas mazelas e apresente resultados.

Isto terá que ser realizado pelo próximo governador do Maranhão; venha ele do grupo de oposição, do grupo governista, da terceira via que se forma ou de partidos da extrema esquerda.

É a isso que me refiro quando afirmo que sou contra a política anti-Sarney, argumento que considero esgotado em si mesmo.

O debate político deve acontecer em torno da construção de alternativas para solucionar problemas e mudar a realidade na qual nos encontramos.

Defendo alternância de poder obrigatoriamente atrelada a essa construção.

Com a segurança e espontaneidade que me são próprias, sempre expressei e defendi o que penso.

Este é o movimento natural da política: expressão livre de ideias, respeito a posições e construção coletiva de alternativas para solucionar problemas sociais.

Essa é a minha compreensão política.

Essa permanecerá sendo a minha prática.
 
Guardo muitas esperanças em meu coração, uma delas é que chegará o tempo em que aquilo que nos une será muito maior que as diferenças que nos separam.

Cuidar das pessoas me parece um bom caminho para esse encontro.
 
São Luís, 06 de março de 2013.

terça-feira, 5 de março de 2013

Miosótis Lúcio: sinceridade e coerência!!!

Do blog de Caio Hostílio

Tive o prazer de conversar, ontem (03), com uma das mulheres mais brilhantes do Maranhão atual: Miosótis Lúcio.

Sua sinceridade e coerência transcendem aos pensamentos estrábicos atuais sobre a vida política, social e econômica em que vive o Maranhão.

Sua visão é voltada realmente aos interesses da coletividade e não aos interesses de grupo que quer alcançar o poder e, por isso, deixou de participar da política partidária, coisa que a decepcionou muito, principalmente no aspecto em que não viu nenhum projeto de fato de mudança ou projetos que alavancasse o bem-estar da coletividade.

Como psicóloga e ex-integrante do diretório nacional do PPS, Miosótis Lúcio disputou vice-governadoria do Maranhão em 2010, fazendo dupla da chapa majoritária do candidato a governador Flávio Dino.

Em nossa conversa, pude ver o quanto a psicóloga e cidadã Miosótis Lúcio é de fato ética com o seu pensamento político, mostrando que o povo não quer ver simplesmente uma troca de seis por meia dúzia, mas sim de alguém que traga de fato projetos para todas as áreas de atuação em uma gestão pública, coisa que ela não viu quando participou das eleições de 2010.

Ela disse-me que saiu do PPS desde 19 de outubro último. “Permaneço buscando as mudanças, mas o trabalho é tão solitário, quando se trabalha com seriedade, que tenho me perguntado se não devo buscar outros ambientes para atuar. Duro esse mundo político, onde valores morais, caráter, firmeza e seriedade passam a serem vistos como meros adjetivos sem valia… Faço parte da turma que deseja fazer o que é correto, sem a necessidade de holofotes…”, desabafou Miosótis.

A sinceridade de Miosótis é algo que chama muito a atenção.

Ela disse estar extremamente decepcionada e desestimulada com a prática política com a qual se convive e disse concordar com os adjetivos que uso em minhas postagens, além de disser que é preciso se fazer uma reflexão.

Por suas andanças durante a campanha, Miosótis disse-me que em circunstância nenhuma ouviu se falar em projeto para o estado. “Essa política anti-sarney é simplesmente abusar de nossa inteligência e da boa-fé do povo, pois o senador Sarney já está deixando a política e qual será o discurso? Uma de minhas maiores angústias é ver tudo isso ser tido como lugar comum, como se não fosse possível fazer diferente. Machuca-me sem medida o discurso do novo, recheado de práticas antigas e, quando busco ouvidos amigos, ser tratada como ingênua, tola… O recado é direto – ou me “adéquo”, ou melhor, sair… “E mansamente – para o público -, e sangrando pra mim, vou saindo de cena…”, disse Miosótis.

Miosótis Lúcio luta por um debate em que os políticos tragam de fato projetos e proposta reais de mudança para o Maranhão, que possam refletir diretamente no bem-estar da coletividade e não na busca atabalhoada pelo poder.

sábado, 2 de março de 2013

O LOBO E OS LEÕES








Historiador e Sociólogo

Não dá mais para esconder ou fazer vista grossa ao fato que está animando as discussões sobre o cenário político maranhense, em pleno ano de pré-campanha eleitoral: existe um "racha" dentro do grupo liderado pela família Sarney.

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão (PMDB), está mostrando claramente, a cada dia, sua insatisfação em não ter sido "ungido" pelo grupo ao qual ainda pertence como o nome para disputar o cargo de governador do Maranhão nas eleições do ano que vem.

As garras de Lobão estão afiadas e preparadas para causar profundas feridas no grupo Sarney. Isto ficou claro nas matérias veiculadas pelo Sistema Difusora, conglomerado de rádio, TV e site na internet, de propriedade de sua família, onde foram expostas as "veias abertas" das obras de revitalização do Hospital Pan Diamante, iniciadas em 2011 com prazo de 120 dias para serem concluídas e que até agora não tem data de término, e da Via Expressa, um dos principais chamarizes do governo Roseana, onde foram mostradas irregularidades nas questões de sinalização de placas e faixas de trânsito.

A Via Expressa, por sinal, deverá compor parte da argamassa que irá balizar o discurso eleitoral do candidato escolhido pelo grupo Sarney, o agora secretário estadual de Infra-estrutura, Luís Fernando.

A favor de Fernando, de 57 anos de idade, consta sua experiência administrativa no município de São José de Ribamar, do qual foi prefeito por dois mandatos (2005/2008 e 2009/2012), tendo sido reeleito, em 2008, com assombrosos 98,68% dos votos (quase uma unanimidade), o que o projetou no jogo político local como uma figura a ser considerada pelos jogadores inscritos na disputa sucessória de 2014.

Já o peso político de Lobão, de 77 anos, é mais consolidado e vem de longa data, constando em seu currículo um mandato de deputado federal (1978/1982), ainda nos tempos da extinta Arena, três de senador (1986/1990, 1994/2002 e 2002/2010) e um quatriênio à frente do Poder Executivo Estadual, governando o Maranhão de 1991 a 1994, sempre com o apoio de seu padrinho politico, o senador José Sarney.

Para Lobão, seu histórico na política maranhense se constitui num capital político que mereceria maior valor por parte dos membros de seu grupo, o que não está acontecendo agora. Lobão quer, a qualquer custo, ser o candidato à sucessão de Roseana Sarney no comando do Governo do Estado.

Por isso, a "briga" interna do lobo contra os leões palacianos ganhou ares públicos. Lobão desferiu seus "ataques" ao grupo Sarney precisamente através de seu sistema de comunicação, a principal arma política utilizada por aqueles que intentam governar uma população miserável e analfabeta apenas através do discurso.

Nesse aspecto, Lobão ainda consegue seguir os ensinamentos do “mestre Sarney”, que em recente entrevista afirmou que “se não fosse político, não precisaria ser dono de um sistema de comunicação”, no caso, a Mirante.

Os uivos do velho lobo acenderam o estopim para que o estado de “guerra fria” fosse declarado dentro do grupo Sarney. O escalado para dar a "rugida" dos leões ao ministro foi o secretário estadual de Saúde, Ricardo Murad, que utilizou as redes sociais para achincalhar os lobos que comandam o Sistema Difusora, Edson Lobão e Edson Lobão Filho, este último senador e presidente do grupo de comunicação.

Em sua página no facebook, Ricardo Murad acusa a emissora de Lobão de estar “servindo a interesses meramente politiqueiros”, tornando público “um monte de mentiras”, e lamentando o fato das notícias “deturparem” a realidade da saúde em Coroatá. “Uma pena uma emissora que tem como proprietários o ministro Edison Lobão e o senador Edison Lobão Filho se prestar para um papel desses”, escreveu Murad.

A reação dos leões contra os lobos foi deflagrada a partir da denúncia exibida pela TV Difusora de que um suposto número de 44 pacientes oriundos de Coroatá, município gerido pela esposa de Ricardo, Teresa Murad, teriam sido transferidos para o Socorrão I, em São Luís, durante o mês de fevereiro.

Para endossar esse ebuliente caldo, corre nos bastidores da política maranhense a existência de conversas sendo feitas nas “sombras” entre partidários ligados a Lobão e a Flávio Dino numa tentativa de costura de uma possível aliança para o pleito vindouro, o que seria cômico (para não dizer “trágico”), já que os oradores da “mudança” se arvoram no discurso “anti-oligarquia” como principal base argumentativa para tentar convencer o eleitorado local de que Dino merece sentar na cadeira de governador. Para os mais desatentos, Lobão é o braço direito da “oligarquia Sarney” no Maranhão.

Mas uma questão fica em aberto nesse imbricado tabuleiro: se Lobão está insatisfeito por ter sido supostamente preterido na escolha de Luís Fernando como candidato à sucessão de Roseana no Governo do Estado, por que correr justamente para o lado oposto, o da “oposição dinista”, se Flávio Dino não sinaliza, de jeito nenhum, abrir mão de seu sonho pessoal, que é comandar o Maranhão?

Uma possível resposta seria a que a imprensa política local está aventando: Lobão está apenas fazendo “jogo de cena”, para chamar a atenção de seus padrinhos e dizer que ele está muito vivo no páreo de 2014.

Nesse caso, estaria Lobão “dinizando” apenas para fazer tremer o grupo Sarney, tal como o próprio Ricardo Murad, nas eleições de 1994, quando ele também esperneou que queria ser o candidato do grupo e teve de engolir a filha de José sentar na tão sonhada e disputada cadeira de governador?

Por outro lado, não estaria Flávio Dino cometendo um grave erro ao tentar costurar uma aliança com Lobão? No afã de ditar as normas a partir do Palácio dos Leões, tremulando o estandarte da "mudança", não seria um tiro no pé um apoio vindo do velho lobo "oligarca-sarneysista"?

As questões estão postas. O movimento das peças visando as eleições de 2014 já começou, que o diga as viagens de Dino pelo interior do Maranhão, na tentativa de restabelecer um velho jargão sempre recorrente em tempos de eleição: a união da "oposição" maranhense, isto é, as famosas e surradas “oposições coligadas”, ou melhor, “oposições colegadas”. Mas isso é assunto para um outro artigo.

Por ora, despeço-me com uma reflexão: em briga de lobos e leões pelo poder é melhor não arriscar um vitorioso, pois na hora da refeição, ambos compartilham do mesmo prato principal: o sofrido, enganado e não representado povo maranhense.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

JUÍZES REAGEM À ACUSAÇÃO DE FLÁVIO DINO



As duras críticas feitas pelo presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), não foram bem digeridas pela cúpula do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

O desembargador aposentado Raimundo Cutrim, que presidiu a Corte em 2010, considerou de absurdas e infundadas as acusações feitas pelo comunista. Já o juiz Sérgio Muniz chamou Dino de desequilibrado.

No sábado passado, durante um evento do PDT no município de Imperatriz, o comunista atacou o TRE ao afirmar que a vitória da governadora Roseana Sarney, na eleição de 2010, teria sido fruto de uma ação orquestrada e tramada "na calada da noite" pela Corte Eleitoral do estado.

O posicionamento de Flávio Dino ganhou repercussão negativa entre os membros da Justiça Eleitoral, gerando constrangimentos a magistrados que integram o TRE.

Para o desembargador Raimundo Cutrim, não há qualquer fundamento nas acusações transloucadas do presidente da Embratur. "Essa é uma das declarações mais absurdas que eu já ouvi. As eleições de 2010 foram tranquilas que eu até recebi elogios por isso. Não houve problema algum", frisou.

O juiz Sérgio Muniz, que integrou o corpo de membros do TRE naquele pleito, reagiu de forma mais veemente. "A eleição de 2010 foi uma das mais limpas da história.

Essa é uma declaração irresponsável de uma pessoa desequilibrada", afirmou.



Ex-corregedor do TRE quer PF apurando acusações de Flávio Dino


O desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, do Tribunal de Justiça, ex-corregedor eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão, solicitou ontem (27), durante sessão do Plento do TJ, o envio de expediente à Corte Eleitoral, pedindo a abertura de inquérito na Polícia Federal para apurar as acusações feitas pelo presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), de que houve fraude na eleição de 2010.

O magistrado não descarta acionar Dino cível e criminalmente caso não se confirmem as suspeitas levantadas por ele em discurso num evento do PDT em Imperatriz, no sábado da semana passada (23) – reveja.

“Diante da notícia que foi publicada, eu levei o assunto para o Pleno e pedi que a Presidência encaminhasse um ofício ao TRE, para que fosse oficiada a PF para instaurar inquérito para apurar a veracidade daquele fato que está ali narrado. Se não ficar provado, ele [Flávio Dino] será acionado civil e criminalmente, não tenho a menor dúvida”, disse.
José Joaquim, que era vice-presidente do TRE à época, lembra que autorizou a presença de um perito acompanhando a totalização dos votos no setor de informática do Tribunal ao longo da apuração. E afirmou estranhar o questionamento de Flávio Dino apenas três anos após proclamação do resultado.
“Na época, isso foi até objeto de um procedimento. Um perito veio ao Maranhão, argüindo que houve fraude na urna eletrônica. Então eu determinei que ele acompanhasse todo nosso trabalho direto no setor de informática. Depois de três anos, ele vem com essa irresponsabilidade. Eu não posso admitir.
Se tinha mácula, ele teria que dizer. Se ele não disse à época, agora terá que provar isso aí. O que não pode é pairar dúvidas”, completou.
Outro lado
Ao titular do blog, Flávio Dino garantiu que apoia a decisão do desembargador. “Sempre lutamos por isso”, ressaltou. “Sou a favor da plena apuração das suspeitas de crimes e de outros ilícitos praticados em 2010. Espero que haja a instauração de inquérito na Polícia Federal”, completou.

Pinto Itaramaty é indicado para vice-liderança do PSDB na Câmara Federal




Ao contrário de algumas notícias divulgadas, o Deputado Pinto Itamaraty está confirmadíssimo no PSDB, veja a matéria publicada no blog do Linhares.

O deputado federal tucano Pinto Itamaraty não tem interesse em deixar o PSDB.

A declaração foi dada pelo próprio deputado ao blog após notícias que davam como provável a troca do atual partido pelo PR. “Não estou conversando com nenhum partido, inclui-se o PR. Não pretendo mudar minha filiação”.

Apesar de reafirmar o compromisso com o PSDB, o deputado afirma que recebeu convites. “Receber convite é uma coisa natural na política. Mas, isso não significa que se esteja negociando algo”, esclareceu.

Além da declaração, o deputado informou que pode vir a ocupar lugar de destaque na bancada federal do PSDB.

Pinto Itamaraty já foi eleito pelo PSDB duas vezes e mantém boa convivência tanto com membros da bancada federal do partido quanto da Executiva Estadual. Pinto Itamaraty ocupa a vice-presidência na Executiva Estadual.

O deputado também reafirmou que o clima no PSDB maranhense é dos melhores. “O PSDB é um dos raros partidos no Maranhão que está convivendo harmoniosamente e, inclusive, deverá se reunir no mês de março para discutir o futuro político e as eleições no Estado”, disse.

É provável que Pinto Itamaraty assuma um cargo de destaque nacional dentro da estrutura partidária do PSDB, outra prova da importância e estabilidade do deputado no partido.

Nesta semana o deputado maranhense foi indicado para a vice-liderança da bancada federal do PSDB que conta com 49 deputados.